Ernie.DOC


14/01/2007


Uní-vos!

Jose - Uni-vos!
Uni-vos!

Escrito por Ernesto às 16h38
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03/01/2007


José, O Último Romântico

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 O desenho é meu? É. É plagiozinho do Allan? É. Mas eu não achei o original no livro (que eu comprei e tenho em algum lugar na minha instante) muito menos no site, e vem bem a calhar no momento pra mim, então ta aí! e não se esqueçam de comprar PRETO NO BRANCO do Allan Sieber. Tem na Submarino, Saraiva, Conrad, e qualquer loja que se preze.

Escrito por Ernesto às 19h58
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01/01/2007


Feliz 2007! :)

Desenhando
:)

Escrito por Ernesto às 21h27
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30/12/2006


Sou Socialista!

 

Meu carro é um LADA.
Meu cachorro é um Husky SIBERIANO.
Eu escrevia minha lição de casa em CIRÍLICO.
Meu bandido predileto é o Bandido da Luz VERMELHA.
Eu não falo "camarada", mas sim TOVARISH.
Eu só danço POLKA.
Eu só ouço T.A.T.U.
Quando o sinal de trânsito está VERMELHO, eu avanço, pois significa um chamado da Orgulhosa Grande Mãe CCCP!

Escrito por Ernesto às 19h45
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10/12/2006


O Leonardo da Vinte do Século Vinci

Robert Crumb é peça rara, daqueles que nunca vamos ver novamente em nossas vidas. Nascido em 30 de Agosto de 1943 em Filadélfia, revolucionou os quadrinhos trazendo às bancas pela primeira vez, no conservador, redneck e republicano Estados Unidos de 60/70, HQs que contavam com um humor irônico e singular história de gente comum (ou não). Sua base era pervertida, sarcástica, ácida. Seu personagens pensavam em sexo o tempo todo, assim como o autor, e se culpavam o tempo todo por isso (coisa que o autor não fazia nem um pouco). Seus desejos reprimidos eram uma mistura de sentimentos de revolta e angústia. Algo como "WANNA BE FREEEE!!" com "should be silent.". As pessoas se sentiam doentes, e Crumb forneceu a resposta: rever seus conceitos e aceitar sua humanidade! Ninguém na época retratava melhor o "american way of life" do que Crumb. Yuppies confusos por gostarem de peitões, sexo livre, concretizar suas fantasias sexuais, porém, podados pelo conservadorismo americano. Na tentativa desesperada de se encaixar na sociedade conservadora americana, seus personagens apelavam para as formas mais bizarras de terapias alternativas, drogas psicodélicas, respostas mágicas ou gurus esquisitos.

Daí o surgimento de personagens como Mr. Natural, (pai do Ralah Ricota, do Angeli), que na grande maioria das vezes apenas dizia "faça o que você quiser, e largue do me pé". Logicamente, para os seus seguidores do sexo masculino. Para as mulheres, convidava para uma aula de meditação sexual ou algo do tipo. O velhinho era foda.
Fritz The Cat, outro personagem memorável de Crumb, era um gato sem escrúpulos, que só queria farrear e não dava a mínima para as regras da sociedade. Talvez foi o melhor traço de personalidade feito de um gato em um cartum. Era uma zueira descarada aos personagens mais politicamente corretos como "Felix The Cat", etc. Ao invés daqueles gatos bobos e felizes, Fritz só fazia sacanagem, promovia surubas regadas a todo tipo de droga. Bem jeitão de gato (o animal em si) mesmo.
O traço de Crumb e sua forma de contar as histórias influenciaram toda uma geração de cartunistas do mundo todo. Como disse antes, de Angeli dos anos 80 no Brasil a Daniel Clowes nos anos 90 nos EUA. Aliás, este último tem uma ligação interessante com Crumb, que contarei em outra ocasião.
Crumb era um cara estranho. Tinha uma tendência autista desde a infância. Só sabia desenhar e desenhar. Se isolava no papel e caneta e ficava horas e horas só nisso. As formas de seu personagens são identificadas no primeiro olhar: pernas encorpadas e bundas arrebitadas e arredondadas para mulheres, mãos grandes para homens. Isso já dizia muito do caráter das histórias. Seu horror pelo novo se refletia em personagens autobiográficos como Mr. Nostalgia: um cara que se negava a ouvir fitas K-7 (alguém ainda sabe o que é isso), vivia a caça de raridades do Blues e Jazz do começo do século, usava chapéu e óculos fundo de garrafa, roupas totalmente fora de moda, e se orgulhava muito disso! Um dos meus ídolos. Em suas falas, constantemente atacava a mercantilização da arte, a fabricação de artistas enlatados, MTV, os "jabás" de rádios, entre outras coisinhas modernosas.
Por falar nisso, Crumb também montou uma banda, por volta dos anos 70, chamada "R. Crumb & His Cheap Suit Serenaders", onde tocava nada mais, nada menos, do que BANJO. A banda era totalmente anti-pop, com músicas que iam dos blueszinhos do início do século até algumas misturas de ritmos caipiras da década de 20. SIMPLESMENTE EXCELENTE e CONTAGIANTE. E tem pra baixar na net! Baixe djá!!!
Se quiser saber mais sobre R. Crumb, sua banda, seus desenhos e sua vida, existe o excelente documentário de Terry Zwigoff (que tocava na banda também) chamado "CRUMB", de 1994, que conta fatos inéditos e até mesmo extravagantes da vida de R. Crumb. Algumas coisas impressionam até os que achavam que conheciam bastante do cara.
Ah! A Editora Conrad está fazendo um trabalho fantástico republicando clássicos deste fantástico desenhista por preços ultra acessíveis! Agora não tem desculpa pra falar que nunca leu Crumb!
O que você está esperando, jovem mancebo??? Corra atrás do que é bom!!! É uma das poucas lendas vivas que você ainda tem chance de conhecer!!!

Escrito por Ernesto às 21h45
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17/11/2006


CPD-Tubbies!

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Escrito por Ernesto às 11h25
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15/10/2006


Dicotomia Esquerda / Direita - Da Nação ao Indivíduo

É 'de esquerda' ser a favor do aborto e contra a pena de morte, enquanto direitistas defendem o direito do feto à vida, porque é sagrada, e o direito do Estado de matá-lo se ele der errado.

Luis F. Verissimo

 

 

 

     Esta frase resume muito a separação esquerda/direita existente em todas esferas. O que entra em jogo aí, é a velha separação entre cooperação e competição. A direita não admite cooperação, não acredita em igualdade e fraternidade andando juntas com a liberdade. Faz crer que a liberdade é o princípio chave para tudo, exceto para aqueles que firam seus interesses. Acredita que o Sol nasce para todos!
     Se a mulher grávida não quer o filho, não importa se foi estuprada, se estava desprevenida, se não tem condição de criar seu filho, ou simplesmente não o quer. O Sol nasce para todos!
     Se o pobre, favelado, vai para o crime, é um vagabundo atormentado que merece o inferno em vida! Afinal, é uma alma renegada do rebanho onde o Sol nasceu para todos!
Agora, "ai" de quem "sai da linha". Aí é pena de morte!! E este termo se estende não só a morte biológica. É a morte social, política, emocional, profissional, econômica. 
     O pretinho ali de cima saiu da linha? Pena de morte!
     A menina de 11 anos fez aborto? Pena de morte!
     Jesus quer que nos amemos? Pena de morte!
     O Che quer uma América Latina unida? Pena de morte!
     O Lula quer ajudar pobres? Pena de morte!
     O menino virou viado e a menina sapata? Pena de morte!
     A garota trepou sem casar? Pena de morte!
     Usou saia acima do joelho? Pena de morte!
     Fez refeição sem fazer a graça? Pena de morte!
     Foi dormir sem pedir a bênção? Pena de morte!
     Tá achando que pode dar opinião assim? - Mas isso aqui é meu blog! - Não interessa: Pena de morte!
     A dicotomia esquerda direita, apesar de ultimamente ser bradada aos quatro cantos que acabou, está fora de moda, etc por cientistas políticos (de direita) e reacionários em geral, existe, sempre existiu e por um bom tempo, irá existir. Irá, pois tem raiz tão profunda quanto nossa própria existência. É o bem contra o mal, é o pai contra a mãe, é a professora autoritária contra o aluno humorista, é o clássico contra o rock, deus contra o demônio.
     Por detrás de cada figura "benigna" criada pela direita existe uma hipocrisia estampada apenas aos olhos dos sonhadores de esquerda.
     O "bem" é apenas mais uma forma de controle, pois o que chamam de "mal", é o que pode tirar a sociedade fora do controle elitista. O pai nos manda seguir a linha, ter uma vida perfeita, sendo que na nossa idade fez a mesma coisa, senão pior, e agora se culpa e tenta impôr em seu filho algo que nem ele mesmo conseguiu. A mãe nos deu o seio e teve um filho para completar um próprio vazio afetivo, por isso nunca nega carinho, nunca nega o colo, pois compreende que necessita tanto do filho quanto o filho necessita de si.

     A professora que tenta impôr regras infundadas que são facilmente ridicularizadas pelo aluno brilhante, inteligentíssimo, porém, que rompe as regras por ser crítico e achar a professora autoritária tão inocente que sequer precisa usar de argumentos profundos. Dá tapas de luva com piadas das quais a professora não consegue se esquivar, tamanho seu engessamento direitista que promove sua frieza emocional e rancor profundo por tudo aquilo que se movimenta.

     O clássico senta num pedestal e diz "eu sou a única música", mas não consegue sair do mesmo pedestal pois está rigidamente preso em regras matemáticas que mal o deixam apreciar o que ele próprio criou de bom quando era jovem. O rock, a música popular, não se afirma nada, a não ser querer mudar sempre, mudar paradigmas.

     O deus da direita afirma que é todo misericordioso e bom, enquanto a fome perpetua em todos os cantos, a guerra injusta cresce,  onde dois lados fanáticos por seus deuses, usam da mesma falácia: "Deus está conosco". O Diabo é a MP3, o comunismo, o sexo, a tentativa de romper barreiras, é falar o nome de "deus" em vão, é usar saia acima do joelho, andar pelado de chapéu, tomar vinho fora da igreja, dar risada até doer a barriga, se masturbar, trepar, comer doce, chupar bala... sem culpa!
     A direita é na verdade uma grande desculpa. Se estampa de zeloza com ternos caros, enquanto arde de ódio e inveja por dentro. É o americano que prefere um líder burro, autoritário, hipócrita e destrutivo como Bush II, do que um líder que transava com a secretária mas promovia a paz e a melhoria social. "Absurdo! O cara fez sexo sem fins reprodutivos! Que afronta!... mas no fundo bem que eu queria fazer isso também..." - deve pensar o redneck republicano quando põe a cabeça no travesseiro ao lado da sua obesa esposa sem sexo há meses. "Amanhã vou ver pornografia na internet... depois vou pra igreja, e de lá sigo pra um protesto contra o aumento dos gastos públicos para miseráveis...".
     É o novo Caçador de Marajás, Alckmin, que vem querer dar lição de moral em quem fez algo pra mudar o Brasil após 500 anos de direita no poder. É o retrocesso, o manter tudo como está, é o fim dos "escândalos". Afinal de contas, que negócio é esse da Polícia Federal prender gente das colunas sociais? Que escândalo! Tem que ser que nem a Gestapo de SP! Só prender preto e pobre... Sempre foi assim! Qual o motivo de mudar?
     A esquerda deve fazer sempre a sua parte e lutar, agir conforme seus princípios, seus ideais. É uma luta eterna que talvez nunca terá um vencedor legítimo. Mas deve ter a calma e paciência dos livres de espírito e culpa. A direita é tão presa em seus joguetes de poder, que não percebe estar cavando a própria cova. O lado triste, é que a cova é para todos.
     A verdadeira esquerda se entristece de ver a injustiça e hipocrisia corroendo o povo. Mas respeita a vontade do povo. O lado bom disso tudo, é que o povo aos poucos está aprendendo quem é quem na história. Mas quero ver a direita abrir mão das 5 hi-lux por ano pro pobre ter o que comer...
     Daí a baixaria da direita nestas eleições. Agressiva, autoritária, grosseira. Tudo o que vemos em São Paulo há 12 anos. Falta de educação e muita porrada em tudo que represente mudança e justiça.
     Imagino a direita no tempo das cavernas, quando um jovem esquisito apareceu com uma tocha flamejante nas mãos... Devem ter ficado realmente irritados!

     Longa vida aos de esquerda, aos sonhadores, cooperativos, críticos e criativos!!

 

 

Escrito por Ernesto às 22h09
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12/10/2006


Vôo 1907

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Sempre há esperança!

Escrito por Ernesto às 21h08
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28/09/2006


Carta à imprensa
 

O mau uso da informação e a inversão dos fatos por grande parte da mídia têm causado indignação em grande parte da nossa sociedade.
É vergonhoso testemunhar a velocidade com a qual se desvia o foco de diversas questões relevantes, criando situações de culpa inexistentes, lançando calúnias sobre alvos inimigos pré-fabricados.
Se este país já tivesse uma sociedade organizada e séria, todo o atentado contra a verdade cometido pela imprensa seria tratado como crime. Mas é sempre o contrário que ocorre: aqueles que protestam contra esse verdadeiro linchamento público, são tratados pelos auto-proclamados “formadores de opinião” como totalitários, anti-democráticos ou contrários à liberdade de imprensa!
É notável a evidente queda da máscara da imparcialidade e da ética que sempre foram vendidas pela imprensa como sendo o esteio do seu produto - e funcionou a contento enquanto se manteve no poder, por mais de 500 anos, a mesma elite predadora que transformou o Brasil no país mais injusto do mundo. Hoje, com a chegada de um partido de esquerda na presidência, a falsidade e a mentira da imparcialidade desmoronaram e só sobrou o jogo sujo pelo poder, o qual se apresenta com apetite voraz, irresponsável e insano.
Muitas mídias esforçaram-se nos últimos dias, a cada minuto, para desqualificar o conteúdo do que ficou conhecido como “dossiê José Serra”, que, como qualquer pessoa bem informada sabe, traz informações que há muito vêm sendo divulgadas pela internet e por alguns meios de comunicação menos tendenciosos e panfletários.
Ao mesmo tempo, alguns canais chegaram a radicalizar, colocando textualmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva como sendo investigado pela divulgação de dados falsos contra o ex-ministro da saúde.
Em primeiro lugar, existem provas ainda, que circunstanciais, que colocam o presidente Lula como autor ou contratante destas falsificações? Até agora nada apareceu, mas ele já é tratado como culpado desde o primeiro minuto em que as notícias foram divulgadas.
Em segundo lugar, que legitimidade a imprensa têm para afirmar cabalmente que os dados contidos no dossiê são falsos? E, mesmo que sejam, quem elegeu a mídia como júri e juiz da coisa pública?
O Jornal do Commercio do dia 18 de setembro deste ano publicou uma entrevista com o Controlador Geral da União, Jorge Hage na qual ele afirma que:
“Não há nenhum dos casos que estão vindo à luz agora que tenha tido início no governo Lula em 2003. A única coisa que começou agora foi a investigação e a descoberta porque as sanguessugas estão ai desde a década de 80 ou 90. Os vampiros estão ai desde a década de 90 comprovadamente. O inquérito conjunto da PF e CGU demonstrou isso com todas as letras. Estão lá nomes de autoridades que ocupavam o Ministério da Saúde no governo anterior diretamente comprometidos com os problemas dos vampiros e das sanguessugas. Tudo que está aí é como se fosse um esgoto, uma podridão que estava há muito tempo tampada. O que estamos fazendo é tirar a tampa.”
Ou seja, o inquérito conjunto da PF e da CGU demonstram que a máfia das ambulâncias atuava de forma livre durante toda a gestão de José Serra.
Este sim é o fato relevante, como qualquer jornalista que honra sua profissão sabe muito bem.
Diante disso, fica estranho a imprensa proclamar a falsidade de um dossiê que apenas reafirma algo que a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Controladoria Geral da União já sabem.
O governo Fernando Henrique Cardoso, via seu ministro da saúde José Serra, criou e financiou a corrupção da máfia das sanguessugas. Ao menos é isso que os fatos apontam.
Então não há a possibilidade de se forjar um dossiê contra alguém que já está investigado como envolvido em crimes de corrupção pelas mais altas esferas de polícia.
Por outro lado, a mídia em sua quase totalidade esforça-se em construir no eleitor a idéia de que comprar um dossiê seja crime. Mas comprar um dossiê não é crime. Pelo contrário.
Transformar a compra do dossiê em crime é inverter a situação de réu na história. Não é o governo Lula o réu, mas sim a gestão José Serra/Jarbas Negri.
A sociedade brasileira exige saber por que uma parcela tão expressiva da mídia está declaradamente decidida a proteger reconhecidos réus de juízo, que podem ter lesado os cofres públicos durante anos e que agora esperam ganhar novamente o voto de seus eleitores.
Quem deve explicações à toda a sociedade brasileira é o PSDB: a respeito dos crimes de corrupção e de desvio do dinheiro público já verificados, auditados e denunciados pela Controladoria Geral da União.
O PSDB usa o artifício da inversão da culpa para forjar um golpe contra a democracia brasileira tendo para isso o apoio de grande parte da mídia como sua principal arma.
Por quê? Afinal, se são inocentes, não deveriam ser eles os maiores interessados em vasculhar e esclarecer tudo? A que tipo de interesse essa mídia serve? Porque ao interesse da informação e da verdade é que não é.
Os pontos que foram alvo do denuncismo contra o PT e o governo Lula que exigem a retratação por parte da mídia são:
1) A compra do dossiê não é ilegal por si só. Não implica em crime eleitoral ou de qualquer outro tipo;
2) o Governo Lula não está envolvido nesse episódio. É um episódio centrado no estado de São Paulo;
3) As denúncias contidas no dossiê que foram publicadas na revista Istoé não são falsas e são do conhecimento da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União. São estas as denúncias que devem ser o foco das investigações e não o contrário.
A máfia das sanguessugas envolveu cifras superiores a 100 milhões de reais, mas a mídia se concentra furiosa contra 1,7 milhões que foi o valor estimado a ser pago pelo dossiê José Serra.
Atirar no alvo certo contra aqueles que sangram a sociedade é o nosso direito e é a nossa exigência. Assim como é nossa exigência que a imprensa corporativa do Brasil passe a ser transparente e respeite o jogo democrático.
É direito dos donos da mídia apoiar quem eles quiserem, mas deveriam ter como maior dever e responsabilidade informar a todos os seus leitores quem apóiam e, principalmente, por que os apóiam.  O dia que isso acontecer no nosso país, como é comum em vários países do dito primeiro mundo, então vamos começar a caminhar rumo a uma verdadeira democracia.
 
Grupo Izquierda Unida

Escrito por Ernesto às 14h41
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26/09/2006


Watergate não é aqui

A edição 1975 da revista Veja é um panfleto eleitoral a serviço da candidatura Geraldo Alckmin. Um panfleto, não: 1.252.978 panfletos dedicados a atacar a candidatura Lula.

Segundo Veja, Lula pode ganhar as eleições, tanto no primeiro quanto no segundo turno; mas também pode vir a ter sua candidatura, sua posse ou seu mandato cassados.

Para tentar sustentar esta conclusão golpista, Veja compara a divulgação do dossiê Serra/Vedoin com o caso Watergate, que levou à cassação do presidente norte-americano Richard Nixon.

Esta comparação é historicamente incorreta. No caso Watergate, ficou provado que o presidente dos EUA, Nixon, obstruiu com mentiras e destruição de documentos a investigação de um crime.

No caso do dossiê Serra/Vedoin, as instituições do governo estão na vanguarda das investigações, tendo todo o apoio e o estímulo do presidente da República.

A revista Veja chega a afirmar que "Lula pode ser eleito" e "não poderá ser diplomado presidente e ficará inelegível por três anos. Novas eleições serão convocadas". Ou, ainda, que Lula poderá ter "o seu diploma cassado e não poderá exercer mais a presidência".

Noutras palavras: uma semana antes do primeiro turno, a revista semanal de maior circulação do país estimula abertamente um golpe contra a vontade popular.

Aquilo que não teve coragem ou disposição de fazer, em 2005, um setor da oposição parece estar disposto a tent ar agora.

Ou porque sabe que eleitoralmente não há como nos derrotar. Ou porque acredita que, agindo desta forma, pode levar a eleição para o segundo turno. Ou, ainda, porque quer criar o máximo de dificuldades para o segundo mandato de Lula.

Como se vê, não está em jogo apenas a eleição de Lula, ou de nossos candidatos majoritários e proporcionais em todo o país. Está em jogo a democracia, que inclui o elementar direito do povo escolher o presidente da República.

Em defesa da democracia, precisamos ampliar ao máximo a mobilização em favor da reeleição de Lula. Reforçar as nossas candidaturas ao governo, senado, deputados federais e estaduais. E ficar vigilantes, pois a oposição conservadora tentará lançar mão de todos os meios contra nós.

Contra o golpismo da direita, a força do povo.

Escrito por Ernesto às 10h32
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